Sobre as cenas desta semana que foram à TV por conta do caso Arruda e do dinheiro na cueca, no sapato, no panetone das criancinhas pobres, que envolve, lamentavelmente muita gente que era considerada ilibada, vale lembrar que parece ser de extremo interesse do Roriz que o Arruda se dê mal, para que Roriz possa mais facilmente voltar ao comando do DF. Daí esse circo todo. Nenhum dos dois á anjo ou santo.
O povo está muito mal servido. Um manda a polícia bater e o outro manda parar, durante a madrugada, a edição ou publicação de um jornal diário, além de fazer inchar o DF de pessoas em situação imobiliária irregular com uma notória estratégia populista de longo prazo. Sinais claros do patrimonialismo e do totalitarismo.
Hoje, o ranso de ditadura está presente no ar. Afinal, de quem é o Estado? Do povo ou do governante? De quem são os meios de comunicação? Há verdadeiramente liberdade de imprensa? Por que a polícia levava o jovem para longe das pessoas e câmeras? Por que atacaram o cinagrafista com spray de pimenta e balas de borracha? Foi para esconder tortura? Foi para esconder o excesso de exação? De qualquer forma, isso também denota o caráter e a prática comum da polícia no Brasil, contrariando a utópica CF/88 e suas derivações, regras complementares e etc.
No Brasil de hoje, utiliza-se da administração pública burocrática para manter a prática da gestão pública patrimonialista e adiar ao máximo a tão sonhada gestão pública gerencial, de transparência e verdadeiros resultados para a coletividade. Lembre dos condes, viscondes e outros nobres dos tempos do império e de que hoje, qualquer plebeu, pobre ou rico, se precisar de um asfalto ou vaga em instituição pública, tem que ou pode pedir bênção a um político profissional, um vereador, um deputado. Até os cargos públicos são loteados! Daí o pouco interesse, em alguns estados, de manter motivados no quadro efetivo, os gestores governamentais. Se suas funções poderiam ser loteadas na próxima eleição em troca de “apoio” político, que agente político ou governante teria interesse em garantir uma administração gerencial para o Estado já que manter-se vivo eleitoralmente e inchar a folha de pagamento com reféns eleitorais é muito mais importante e proveitoso.
Afinal, as palavras de hoje são patrimonialismo, totalitarismo, ditadura e, é claro, pois não pode ficar de fora da nossa atenção, a ameaça bolivariana, pois oportunismos políticos temperam de estrume humano aquilo que deveria ser sério por aqui, a política.
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Estamos perdidos. A policia é corrupta, a politica é corrupta, a igreja é corrupta, até o querubim da guarda (Lucifer) se coprrompeu, e agora?
Só restaram os amigos mesmo, né?
Fica na paz mano!!!
Deus abençoe!!!