Na mente dos conspiracionistas, mais uma conspiração consta na lista dos suspeitos pela morte dos animais do zoológico de Goiânia. Seria a vontade de levar o zôo para Senador Canedo que levou alguém a tomar atitudes desesperadas e contratar um especialista para assassinar um hipopótamo, uma girafa e um jacaré-açu além de outros animais? Que arma teria usado? Será que o ataque foi corpo-a-corpo ou será que usou uma arma de longo alcance para injetar microorganismos nos animais? Será que os investigadores não deveriam fazer uma perícia no couro dos aminais para verificar cicatrizes suspeitas?
Fico imaginando o tipo de arma e o tipo de projétil usados, pois quem conseguiria, com máxima perícia, perfurar um hipopótamo e um jacaré? Então, deixa essa história de consipiração pra lá.
Essas mortes não devem ter a motivação que mencionei, nem mesmo a vontade de levar esse zoológico para o município de Senador Canedo ou de fazer um teleférico para lá, de fazer o trem-bala Goiânia-Brasília, de implantar aquele metrô movido a diesel (risos) ou de retomar o projeto do lago de Bela Vista.
Na verdade, a política que matou os animais do nosso querido “Horto” é a política do “deixa como está”, a política da falta de prioridade para os interesses do cidadão. Não é só o zoológico que está assim. Também morreram brinquedos no parque Mutirama, tem árvores e cursos d’água morrendo nos nossos parques, todos cercados de prédios e seus esgotos. Onde vai parar tanto esgoto? Tem muita árvore morrendo nas nossas ruas. Tem muita paisagem que já morreu para patrocinar a expansão do comércio, suas fachadas, suas garagens e suas calçadas quebradas. Aliás, as calçadas estão morrendo também. Muita calçada já morreu, por sinal. Aliás, tem calçada que nem nasceu em plena avenida. Os próprios cidadãos se vangloriam com um machado, um facão e uma lata de Tórdon nas mãos: “depois a própria prefeitura vem e corta a árvore morta”. Não existe lei que obrigue o replantio de uma árvore cortada pela própria prefeitura ou ao menos parece que não existe.
Queremos mais vida na cidade. Queremos mais vida e não morte.
Após o desabafo, aproveito a ocasião para repassar um importante convite que chegou a mim pelo e-mail.

Movimento Bicho Amigo de Goiânia abraça o Zoológico
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